domingo, 9 de junho de 2013

É assim mesmo

"O que eu faço?", "Ele não repara em mim", "Será que ele gosta de mim?", "O que eu posso fazer pra conquistar o menino?" e mais uma série de perguntas feitas para mim, aparentemente uma espécie de conselheira amorosa. Justo eu, que por algum motivo, nasceu com o dedo podre (sempre escolho o errado). Garotas, eu quem deveria lhes perguntar: por que vocês escolhem a mim para responder a essas perguntas?
Um colega me disse uma vez que eu sempre fazia perguntas que não tinham resposta, que as coisas eram assim e pronto. Da mesma forma, mesmo eu tentando de todos os modos entender o universo masculino, posso afirmar com toda a certeza para vocês: As coisas são assim e pronto! O universo masculino trocou de lugar com o universo feminino: eles fazem cu doce, falam as coisas e depois desconversam, dizem que não se entendem, que não sabem. Diante de uma situação dessa, eu diria para desistir e olhar para o cara do lado que gosta de você mesmo com o cabelo desgrenhado, meu superamigo e confidente diria para encorporar a Anitta ou a secretária sexy.
Nada mais que o normal sentir seu estômago borboleteando por alguém, pagar alguns micos e se sentir um lixo. Nada mais eficaz que quebrar a cara, a queda te faz acordar e parar de sonhar de vez, pode doer na hora, mas ninguém morre por isso. Te faz mais humano, pode ter certeza. As palavras da minha mãe para o assunto são "Os homens são assim mesmo", ou seja, não adiantam rios, lágrimas ou milagres, é assim mesmo.




Minha prima me acha experiente. Dei risada.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Nude

Quando estava de olhos fechados, você me chamou de "minha", só em sonho poderia ser real.
Fui sua nas alturas, na mão que me apertava inteira. 
No beijo dos seus olhos fechados e os meus, sorrindo.
Fui sua ao espiar de longe.
Na madrugada inteira, sem a possível transa. Na inexistente doce agonia do sexo. 
Em uma candura derrubada com as palavras.
Agora, unicamente, suor da minha imaginação, totalmente nude.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Por Um Mundo Sem Indiretas



Uma das tarefas que se tem quando se é mulher é dar sinal de vida de vez em quando para as amigas, isso inclui contar todas as coisas que aconteceram nesse meio tempo: família, colégio, trabalho, compromissos,vida sentimental, experiências e teorias.
A mais nova teoria apresentada pela minha prima e confirmada por uma amiga foi: "Rapazes loiros são mais lerdos". Isso me remete a inúmeras situações da minha vida e me faz chegar a pensamentos que, por mais evidente que seja a estranheza, fizeram sentido ontem de manhã e só. Não serão cabelos dourados que definirão se uma cabeça funciona por manivela ou não, por mais explícitos que seja qualquer sentimento de um garoto (ou garota); independente se for amor, ódio, amizade ou desejo sexual. 
O que define a tal capacidade de percepção é sendo totalmente direto, ou seja, sair da zona de conforto das  indiretas e joguinhos, por mais sedutor que isso lhe pareça. Até minha finada vó sabia que indiretas incomodam e podem fazer as pessoas perderem oportunidades. O que possivelmente acelera as coisas é a praticidade. Não empresto a minha, mas posso ensinar. 

domingo, 2 de setembro de 2012

Felicidade ao avesso

Antigamente, eu definiria felicidade como algo que eu não sabia explicar,  sabia o que era felicidade só quando estava feliz e era justamente por estar bem.
Com a vida bem mais corrida, com uma rotina incrivelmente chata e pouco tempo para me dedicar em coisas que eu realmente gosto, comecei a considerar coisinhas simples as mais felizes: ter a honra de ficar 5min a mais na cama, poder escutar minhas músicas calmamente no caminho de casa (e delirar com a letra), assistir a novela com a minha mãe só para fazer companhia, aguardar ansiosamente uma encomenda e ter a alegria de abrir quando chegar, de comprar uma roupa ou sapato e ter depois aquele pensamento: "Que coisa mais linda!". Acabar os estudos mais rápido, descer a rua com um sol aconchegante, olhar lojas online e poder comprar o que eu quero, comprar um esmalte de cor legal, mudar o caminho de sempre só para não enjoar, quando sobra um tempinho pra desenhar (um tanto terapêutico) e escrever.
Tenho sentido em minha pele todos os prazeres nas pequenas coisas (já que nem dormir direito eu posso mais) e embora eu tenha perdido alguns privilégios - como o de acordar mais tarde - fico feliz por ver a vida de um ângulo diferente agora (:


P.S.: Mas o que eu mais sinto mais falta é o de assistir televisão o dia inteiro, acredite.