quinta-feira, 23 de maio de 2013

Nude

Quando estava de olhos fechados, você me chamou de "minha", só em sonho poderia ser real.
Fui sua nas alturas, na mão que me apertava inteira. 
No beijo dos seus olhos fechados e os meus, sorrindo.
Fui sua ao espiar de longe.
Na madrugada inteira, sem a possível transa. Na inexistente doce agonia do sexo. 
Em uma candura derrubada com as palavras.
Agora, unicamente, suor da minha imaginação, totalmente nude.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Por Um Mundo Sem Indiretas



Uma das tarefas que se tem quando se é mulher é dar sinal de vida de vez em quando para as amigas, isso inclui contar todas as coisas que aconteceram nesse meio tempo: família, colégio, trabalho, compromissos,vida sentimental, experiências e teorias.
A mais nova teoria apresentada pela minha prima e confirmada por uma amiga foi: "Rapazes loiros são mais lerdos". Isso me remete a inúmeras situações da minha vida e me faz chegar a pensamentos que, por mais evidente que seja a estranheza, fizeram sentido ontem de manhã e só. Não serão cabelos dourados que definirão se uma cabeça funciona por manivela ou não, por mais explícitos que seja qualquer sentimento de um garoto (ou garota); independente se for amor, ódio, amizade ou desejo sexual. 
O que define a tal capacidade de percepção é sendo totalmente direto, ou seja, sair da zona de conforto das  indiretas e joguinhos, por mais sedutor que isso lhe pareça. Até minha finada vó sabia que indiretas incomodam e podem fazer as pessoas perderem oportunidades. O que possivelmente acelera as coisas é a praticidade. Não empresto a minha, mas posso ensinar. 

domingo, 2 de setembro de 2012

Felicidade ao avesso

Antigamente, eu definiria felicidade como algo que eu não sabia explicar,  sabia o que era felicidade só quando estava feliz e era justamente por estar bem.
Com a vida bem mais corrida, com uma rotina incrivelmente chata e pouco tempo para me dedicar em coisas que eu realmente gosto, comecei a considerar coisinhas simples as mais felizes: ter a honra de ficar 5min a mais na cama, poder escutar minhas músicas calmamente no caminho de casa (e delirar com a letra), assistir a novela com a minha mãe só para fazer companhia, aguardar ansiosamente uma encomenda e ter a alegria de abrir quando chegar, de comprar uma roupa ou sapato e ter depois aquele pensamento: "Que coisa mais linda!". Acabar os estudos mais rápido, descer a rua com um sol aconchegante, olhar lojas online e poder comprar o que eu quero, comprar um esmalte de cor legal, mudar o caminho de sempre só para não enjoar, quando sobra um tempinho pra desenhar (um tanto terapêutico) e escrever.
Tenho sentido em minha pele todos os prazeres nas pequenas coisas (já que nem dormir direito eu posso mais) e embora eu tenha perdido alguns privilégios - como o de acordar mais tarde - fico feliz por ver a vida de um ângulo diferente agora (:


P.S.: Mas o que eu mais sinto mais falta é o de assistir televisão o dia inteiro, acredite.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

le chat

Cinza.
Cinza claro, cinza escuro, caramelo.
Mais cinza claro do que escuro.
Talvez um pouco de branco,
Ou gelo.
Acho que nem é caramelo.
É canela.
É canela, é cinza, é claro e escuro.
É preguiça, é felino, miados e cara de tédio.
E mais preguiça.